Falando em primeiros apontamentos dá a entender que a
caminhada inicia agora. Lênin diz: "sempre começar a escalada desde o
início". Novos amigos se reúnem para lançar a pedra fundamental de mais um
coletivo de lutas.
1) Não irei levantar aqui a espera alvissareira de receber arminha de Bolsonarco pra tomar satisfação com o rapazinho ajudado pelo CNPQ, coisa tão infame que penso dispensar comentários, deixemos de lado o lado baixo da questão. Por ora. Quem sabe vale uma unidade de ação com o atual governo que já se encarrega de proletarizar os pobres bolsistas.
2) Dizer que os intelectuais não dialogam com o povo coloca várias questões:
primeiro é supor que eles não são povo, não são escorchados por impostos, não são explorados em troca de salário, muitos sendo operários e ex-operários, daí acreditar que intelectuais são os que vivem em Miami ou em alguma cobertura de luxo de zona sul;
o segundo é tomar o povo como bobos a ponto de precisarem ser acudidos pelos pensadores considerados heróis (o líder popular ou o mito também fazem as vezes de herói);
terceiro é o militantismo, medida para rever a suposta distância da intelectualidade perante a massa, presente com grande força na ex-querda e suas práticas de torcida organizada a trocar de políticos de tempos em tempos, a troca aqui a ser empreendida é em nome da separação teoria-prática;
por último: o anti-intelectualismo não se assemelha ao ranço dos anarquistas com o estado, a causa de todos os males, tirando de cena a anatomia da sociedade "civil" e suas divisões do trabalho manual e intelectual?
3) Reproduzem velhos lugares-comuns
3.1) de que o ser humano é mal (ou a outra face da moeda de que são bons), peixe podre vendido primeiro por Thomas Hobbes para justificar um estado que vai nos proteger de nós mesmos e hoje pelos liberais para justificar que cada um pode ser seu próprio estado, cúmulo do limite da propriedade privada.
Passa ao largo que a sociedade é histórica e a natureza de seus indivíduos corresponde ao seu contexto histórico que produzem, ao que eles fazem da sua vida prático-real e não a uma dada natureza metafísica inventada por algum pensador.
3.2) ao partirem da separação da totalidade do real em bolhas macro e micro daí focar (olha aí o foquismo) na família, vizinhos, na escola e na fábrica. Os intelectuais ficam com o macro, que é só besteira e perda de tempo e povo fica com o imediato. Importa para os pragmáticos as relações imediatas e não as fundamentais que constituem o modo de vida de uma dada sociedade. Em contraposição aos intelectuais supostamente em suas torres de marfim, afirmam a emergência da panfletagem em porta de fábrica.
4) Proclamar o anti-etapismo: o lema “o inimigo do meu inimigo é meu amigo” é capitulação pois é como se os males “maior” e “menor” não fossem um a justificativa do outro, como se não compartilhassem dos meus princípios de manutenção da sociabilidade capitalista.
5) Defensismo. Uma gama imensa de marxistas de várias tendências clama a necessidade de ou defender o governo Maduro aberta e diretamente ou apenas quando este se chocar contra o imperialismo.
Na verdade, nenhum estado burguês seja de qual modalidade e em quais circunstâncias for merece qualquer apoio. A própria existência do estado, mesmo os estados "socialistas" nacionalistas burgueses da atualidade, com suas polícias e exército, é interdição e obstáculo à livre organização social dos produtores sujeitados permanentemente à classe proletária.
Imediatamente, se faz necessário frente militar contra o império ao mesmo tempo que se conserva a total independência político-programática.
Karl Marx na "A Guerra Civil na França", deixa claro: "a classe operária não pode limitar-se a apoderar-se da máquina do Estado, nem colocá-la em movimento para atingir seus próprios objetivos". Ou Lenin ao dizer “perguntarão: será que não deveremos lutar contra Kornilov? Certamente que sim! Mas isto não é uma e a mesma coisa; aqui há um limite, que alguns bolcheviques ultrapassam caindo na «política de acordos», deixando-se arrastar pela corrente dos acontecimentos. Nós combateremos, nós combatemos contra Kornilov, tal como as tropas de Kerensky, mas nós não apoiamos Kerensky, antes desmascaramos a sua fraqueza”.
Não dar ouvidos à fraseologia de quaisquer direções estatais "socialistas" ou nacionalista burguesas. Não tomar como parâmetro o que dizem, pensam ou imaginam os dirigentes estatais e seus partidos, mas sim tomar como verdade as relações de produção no seio da sociedade que é de onde emana a consciência.
Centralmente percebe-se que o maior déficit é isso que invade a consciência popular, o conjunto da esquerda, os lutadores honestos e a gama enorme de marxistas: o IDEALISMO - coisas mal concebidas, vícios e fantasmas que assombram o imaginário.
"Contrariamente à filosofia alemã, que desce do céu para a terra,
1) Não irei levantar aqui a espera alvissareira de receber arminha de Bolsonarco pra tomar satisfação com o rapazinho ajudado pelo CNPQ, coisa tão infame que penso dispensar comentários, deixemos de lado o lado baixo da questão. Por ora. Quem sabe vale uma unidade de ação com o atual governo que já se encarrega de proletarizar os pobres bolsistas.
2) Dizer que os intelectuais não dialogam com o povo coloca várias questões:
primeiro é supor que eles não são povo, não são escorchados por impostos, não são explorados em troca de salário, muitos sendo operários e ex-operários, daí acreditar que intelectuais são os que vivem em Miami ou em alguma cobertura de luxo de zona sul;
o segundo é tomar o povo como bobos a ponto de precisarem ser acudidos pelos pensadores considerados heróis (o líder popular ou o mito também fazem as vezes de herói);
terceiro é o militantismo, medida para rever a suposta distância da intelectualidade perante a massa, presente com grande força na ex-querda e suas práticas de torcida organizada a trocar de políticos de tempos em tempos, a troca aqui a ser empreendida é em nome da separação teoria-prática;
por último: o anti-intelectualismo não se assemelha ao ranço dos anarquistas com o estado, a causa de todos os males, tirando de cena a anatomia da sociedade "civil" e suas divisões do trabalho manual e intelectual?
3) Reproduzem velhos lugares-comuns
3.1) de que o ser humano é mal (ou a outra face da moeda de que são bons), peixe podre vendido primeiro por Thomas Hobbes para justificar um estado que vai nos proteger de nós mesmos e hoje pelos liberais para justificar que cada um pode ser seu próprio estado, cúmulo do limite da propriedade privada.
Passa ao largo que a sociedade é histórica e a natureza de seus indivíduos corresponde ao seu contexto histórico que produzem, ao que eles fazem da sua vida prático-real e não a uma dada natureza metafísica inventada por algum pensador.
3.2) ao partirem da separação da totalidade do real em bolhas macro e micro daí focar (olha aí o foquismo) na família, vizinhos, na escola e na fábrica. Os intelectuais ficam com o macro, que é só besteira e perda de tempo e povo fica com o imediato. Importa para os pragmáticos as relações imediatas e não as fundamentais que constituem o modo de vida de uma dada sociedade. Em contraposição aos intelectuais supostamente em suas torres de marfim, afirmam a emergência da panfletagem em porta de fábrica.
4) Proclamar o anti-etapismo: o lema “o inimigo do meu inimigo é meu amigo” é capitulação pois é como se os males “maior” e “menor” não fossem um a justificativa do outro, como se não compartilhassem dos meus princípios de manutenção da sociabilidade capitalista.
5) Defensismo. Uma gama imensa de marxistas de várias tendências clama a necessidade de ou defender o governo Maduro aberta e diretamente ou apenas quando este se chocar contra o imperialismo.
Na verdade, nenhum estado burguês seja de qual modalidade e em quais circunstâncias for merece qualquer apoio. A própria existência do estado, mesmo os estados "socialistas" nacionalistas burgueses da atualidade, com suas polícias e exército, é interdição e obstáculo à livre organização social dos produtores sujeitados permanentemente à classe proletária.
Imediatamente, se faz necessário frente militar contra o império ao mesmo tempo que se conserva a total independência político-programática.
Karl Marx na "A Guerra Civil na França", deixa claro: "a classe operária não pode limitar-se a apoderar-se da máquina do Estado, nem colocá-la em movimento para atingir seus próprios objetivos". Ou Lenin ao dizer “perguntarão: será que não deveremos lutar contra Kornilov? Certamente que sim! Mas isto não é uma e a mesma coisa; aqui há um limite, que alguns bolcheviques ultrapassam caindo na «política de acordos», deixando-se arrastar pela corrente dos acontecimentos. Nós combateremos, nós combatemos contra Kornilov, tal como as tropas de Kerensky, mas nós não apoiamos Kerensky, antes desmascaramos a sua fraqueza”.
Não dar ouvidos à fraseologia de quaisquer direções estatais "socialistas" ou nacionalista burguesas. Não tomar como parâmetro o que dizem, pensam ou imaginam os dirigentes estatais e seus partidos, mas sim tomar como verdade as relações de produção no seio da sociedade que é de onde emana a consciência.
Centralmente percebe-se que o maior déficit é isso que invade a consciência popular, o conjunto da esquerda, os lutadores honestos e a gama enorme de marxistas: o IDEALISMO - coisas mal concebidas, vícios e fantasmas que assombram o imaginário.
"Contrariamente à filosofia alemã, que desce do céu para a terra,
aqui parte-se da terra para
atingir o céu.
Isto significa que não se parte daquilo que os homens dizem,
imaginam e pensam nem daquilo que são nas palavras,
no pensamento na imaginação
e na representação de
outrem para chegar aos homens em carne e osso;
parte-se
dos homens, da sua atividade real.
É a partir do seu processo de vida real que
se representa o desenvolvimento dos reflexos
e das repercussões ideológicas
deste processo vital".
Leiam Marx acima quando diz "e na representação de outrem para chegar aos homens em carne e osso" antes de confiar no livro vermelho de Hugo Chávez ou no anti-imperialismo de Nicolas Maduro para parametrar a luta.
Segundo um camarada, “Chaves Coronelzinho estilo o Bolsonaro criou junto com o oficialato de lá uma deturpação socialista que priorizou cargos salários e militarização duma elite que não difere em nada da do comédia do Guiadó”. Isto aconteceu. Priorizaram uma classe de rentistas do petróleo, a boliburguesia, e com eles governaram e governam.
6) Defender a centralidade da revolução proletária em detrimento da pequeno-burguesa, mesmo que alguns setores médios defendam subjetivamente a centralidade proletária.
7) Identitarismo pós moderno. O negócio azedou quando em voga estava o identitarismo, os termos do baixo ventre se manifestaram, tomei naquele lugar e fui enviado pra outros tantos.
Tem sido dito que os brancos em geral se unem para oprimir os negros e como se não bastasse chamar indiretamente os nossos camaradas no sul presentes no grupo de racistas, negligenciar a existência de uma elite africana de pele negra a explorar outros negros desprovidos de propriedades (que foi afinal o projeto exitoso de Mandela), basta saber como um mendigo branco qualquer vai se unir à burguesia branca. Talvez ao preço de um cobertor de frio. Pronto. Eis que o mendigo virou privilegiado e racista nefasto. É fácil abstrair os indivíduos transformando atributos pessoais (negro e branco) em categorias sociais. Os identitários são tão exatos e rigorosos nas suas análises quanto o Tiririca autor dos discursos de Bolsonaro.
Segundo HG Erik: "Há opressão racial sistemática contra os negros, mas isso não significa necessariamente que os brancos desfrutam de um privilégio racial, ou então, que tal privilégio possua qualquer importância e caracterize um opressor – a menos que seja um privilégio não sofrer prejuízo, ainda que não haja qualquer “outro” favorecimento; donde se concluiria que um mendigo, desgraçado por tudo exceto sua cor branca, possui diante do negro mais realizado um privilégio que o torna opressor deste.
O que os identitários dizem sobre os 105 países onde Obama promoveu guerras secretas em 2015. Ataques seletivos foram realizados, desde sua chegada ao governo, com seus aviões não tripulados que mataram entre 64 e 116 civis em um total de 473 operações no Paquistão, Iêmen, Somália e Líbia. É. Atirar contra negros africanos é fácil, duvido é enfrentar a branquitude no poder. O que dizer do ex-secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, quando apresentou ao Conselho de Segurança da ONU suposta informação sobre o governo iraquiano possuir armas químicas o que, por sua vez, “justificou” a invasão no país, bem como a derrubada de Sadam Husein.
O que faz um negro detendo o poder político de estado? A mesma coisa que faria e faz um branco, uma mulher e podem ficar tranquilos que daqui a pouco os índios agricultores elegerão a Damares indígena Ysani Kalapalo.
Nas nossas discussões eu tenho ressaltado que há ideologias burguesas (no plural): negra, branca, católica, muçulmana, protestante, ateia, agrária, especulativa-financeira, industrial, de direita, de esquerda, progressista, etc.
Considerar apenas a cisão negro x branco é música nos ouvidos das classes dominantes. O racismo é parte estruturante da sociedade de classes herdada da sociedade escravocrata, assim como o patriarcado constitui os elementos e práticas do machismo. Brancos não sofrem racismo, ok,
Leitura complementar:
1 - A importância do pensamento materialista: https://hgerikblog.wordpress.com/2016/03/25/a-importancia-do-materialismo-para-a-praxis-de-esquerda/
2 - Textos Venezuela do Reagrupamento Revolucionário: https://rr4i.milharal.org/2017/06/29/atualizacao-no-arquivo-historico-venezuela/
3 - Identitarismo pós-moderno
https://hgerikblog.wordpress.com/tag/pos-modernismo/
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1 - A importância do pensamento materialista: https://hgerikblog.wordpress.com/2016/03/25/a-importancia-do-materialismo-para-a-praxis-de-esquerda/
2 - Textos Venezuela do Reagrupamento Revolucionário: https://rr4i.milharal.org/2017/06/29/atualizacao-no-arquivo-historico-venezuela/
3 - Identitarismo pós-moderno
https://hgerikblog.wordpress.com/tag/pos-modernismo/
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