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domingo, 16 de maio de 2021

Como usar o whatsapp para a causa revolucionária

 

Como usar o whatsapp 

para a causa revolucionária




Importa aos revolucionários de toda estirpe, da era informacional, comunistas ou não, mas dedico especialmente aos camaradas do vindouro movimento TRUST REVOLUTION.


Gosto de assistir várias vezes os filmes que gosto.


Uma amiga me indicou o CÓDIGO DE CONDUTA que cita o estrategista militar Von Clausewitz e, ao mesmo tempo que lia um pouco do histórico de vida do Engels nos livros da editora Boitempo que consta assim "sua contribuição [do Friedrich Engels] para a New American Encyclopaedia [Nova Enciclopédia Americana], versando sobre as guerras, faz dele um continuador de Von Clausewitz e um precursor de Lenin e Mao Tsé-tung", fez-me refletir e bater a ideia de escrever como usar o whatsapp de maneira revolucionária.


Seguinte. 


Você precisa entrar em todos [TODOS] os grupos whats que encontrar pela frente, não importa, até grupo de amizades está valendo, até de direita também. Sei que é difícil ter tempo e paciência pra ficar em grupos whats os mais terríveis, chatos e burros. Seria a primeira etapa a entrada.


É mais ou menos como a polícia faz, é usar o elemento surpresa e chegar chegando indo logo ao que interessa. Estando no grupo a primeira coisa que eu proponho é o "jogar pra galera" dizendo assim: "este aqui é um grupo de comunistas" ou simplesmente o libelo "grupo de comunistas". Pela minha experiência, tal ilação inicial detona uma grande quantidade de respostas: os esquerdistas veem ali nas minhas provocações um bolsominion acusando os outros de comunas. Os de direita veem ali um esquerdista debochado pregando o comunismo. Aqui a segunda etapa: a provocação.


Aparece muitas outras respostas. O objetivo aqui nesta etapa é concentrar as discussões em torno da perspectiva comunista, estimulando que todos discutam concordando ou discordando abrindo para a terceira etapa: o mapeamento das posições de cada número participante.


Tudo isso exige tempo, paciência e um pouco de conhecimento do pensamento revolucionário para segurar a atenção do grupo em torno de sua perspectiva.


Se o grupo for bom ao ponto de fornecer boas discussões e diálogos sem sua colaboração, é melhor ainda.


Após o mapeamento, é hora de recuar e sair do grupo e aí você joga outra conversa dizendo que não pode ficar no grupo mas que volta daqui a uma semana.


Para a estratégia proposta no texto é recomendável que não permaneça em muitos grupos por muito tempo, minha proposta é um grupo de cada vez, saia do grupo mas deixe-o gravado no seu aparelho, não o apague e não apague também as discussões ou pelo menos as postagens mais interessantes, a quarta etapa então é sair do grupo.


Assim você vai fazendo uma lista de grupos no seu aparelho.


Agora começa a quinta etapa: a volta.


Tire um tempo pra voltar ao primeiro grupo da lista que você entrou. Agora chegou a hora de conversar individualmente com os números participantes das discussões que você acha que podem ser conquistados.


Eu faço assim: eu classifico os numeros que podem ser conquistados em dois tipos: os abertamente comunistas e os não-comunistas (entra aqui esquerdistas, anarquistas, reformistas, social democratas ou os de abertura que queiram minimamente dialogar).


Certa vez eu encontrei uma pessoa chamado Nilo e eu percebi pelos diálogos que ele, talvez sem saber, é de direita, em que pese compartilhar comigo abaixo-assinados de impeachment de Bolsonaro. Percebi que ele tem muita abertura pra rodas de conversas revolucionárias o que mostra que a velha dissociação esquerda/direita pouco diz o que as pessoas pensam e são de verdade.


Se diriga à postagem dos comunistas e use o recurso "responder no particular" se apresentando novamente (pois os participantes esquecem ou apagam postagens) e agora sim inicie as discussões privadas, no meu caso eu convido para grupo de estudos da teoria de Marx e dos marxistas.


Para os não-comunistas, convido para o Trust Revolution.


Agora vamos cuidar dos numeros que estão nos grupos mas que nunca participam de nada. Com estes vamos ter que no privado lapidar desde o zero, voce não sabe nada dele, se for de direita voce descarta, se perceber que não é de direita você tenta aproveitar de um jeito ou do outro conforme expliquei acima.


Deixa eu levantar algumas exceções: quando sou expulso do grupo, bloqueado por algúem ou quando um direitista tenta se passar por um de nós.


O bloqueio e a expulsão podem ser facilmente contornados havendo uma firme organização revolucionária no qual um age quando o outro não pode. 


Na última exceção, conforme eu disse, sou um camarada bem aberto pra conversar até com a falsidade ideológica, para estes mantenho um grupo de distração que é um grupo que se passa por comunista porém cujos membros são todos de direita, coloco todos como administradores pra anular o elemento surpresa deles, se quiser que fiquem com o grupo, eu faço outro, é só pra distração mesmo, não tem importância organizativa.


Se você percebe que o grupo é composto por centenas de direitistas voce sabe que as chances de captar mentes é pequena. Neste caso eu proponho que voce deve se contentar em falar apenas com os DDD de seu estado de origem.


Então aqui está um pequeno manual do guerrilheiro de whatsapp.


De onde e como voces acham que eu encontro tanta gente boa afinal de contas? É preciso pensar um trabalho de engenharia sócio-política, o whatsapp é um oceano de oportunidades. Quem hoje nao tem zap?


sábado, 15 de maio de 2021

Calúnias contra o TRUST



Mais um capítulo das escaramuças 

no interior da esquerda: Trust como vidraça



O antissemitismo funciona(va) assim: todo fato empírico que comprovava que judeus não eram nada daquilo que os antissemitas dizem só faziam, muito pelo contrário, reforçar a posição de desconfiança antissemita perante os judeus. "Viram? Os judeus sabem esconder bem sua verdadeira face e seus propósitos".


Mais ou menos o mesmo imbróglio kafkiano envolve o movimento TRUST REVOLUTION. Uma certa camarada M. está maldizendo o nosso movimento TRUST nas redes sociais com as informações que eu mesmo lhe repassei. Estaria eu a esconder fatos e informações sobre o Robert ter servido o exército americano?


Ela diz que o autor das informações sobre Robert foi "um membro que me seguiu [a seguiu]". Ela não deixa claro que fui eu, denes, a lhe informar. A desonestidade começa aí. Nós somos a própria inteligência que ela usa contra nós, "tudo o que voces disserem será usado contra voces no tribunal".


Na noite do dia 12 de maio/2021 nós levávamos um diálogo idôneo e respeitoso, falávamos sobre o perigo real da infiltração de agentes P2 da polícia e do exército no nosso movimento. Os cabo anselmos da vida. É provável que tenha no movimento Trust agentes infiltrados? Até mesmo possível. O próprio nome TRUST REVOLUTION é convidativo. Nas nossas conversações no grupo whatsapp alguns números chegam abertamente defendendo revolução armada com o intuito de plantar provas policiais contra nós mesmos. Estejamos preparados.


Ela disse que era seguida no facebook e tal.


Ela estava apenas preludiando o seu próximo passo: lançar acusações contra nossos militantes pois também seria infiltrada a nossa camarada J.: "O porte da camarada J. é militar/aeronáutica/naval". Manobra risível.


Nesse mesmo diálogo do dia 12 ela relatou que se deparou, no dia da nossa reunião aberta no google meet para os simpatizantes que foi em uma quinta feira, com o seguinte: 


"É como se outra câmera sobrepôs a minha. E arrastei-a. Mas tem alg estranho contigo. Você criou o Grupo dia 24.04.21. E tinha Bluetooth com apps duplicados no cabeçalho. Tirei print, mas não localizo. Preciso limpar os print tenho mais de mil".


Acima o que ela está dizendo é que teve o aparelho celular invadido durante a reunião online no meet.


Ela errou na menção à data de criação do grupo whatsapp Trust a qual ela se refere: não foi no dia 24, foi no dia 14.


Promoveu um verdadeiro interrogatório sobre como eu conheci o Trust e sobre o Trust em si, daí eu lhe informei sobre o Robert: "Quem fez para você o grupo?", "Como conheceu a camarada J." e enquanto perguntava fazia as análises as mais bizarras sobre o caráter do movimento Trust e seus militantes.


Ela diz que há três militares a paisana no meu grupo whatsapp Trust Revolution. Eu fiquei esperando ela me apontar quais. Disse que a nossa camarada J. tem um perfil militar.


Agora relatando os diálogos na manhã do dia 13 de maio de 2021, ela despirocou geral: me bloqueou, depois desbloqueou, jogou uma acusação e voltou a bloquear, e seguiu assim. Eu consegui um outro número para lhe avisar da puerilidade de bloquear e desbloquear seguidamente, o que a fez bloquear este meu segundo número e até o presente momento ela não mais falou comigo.


Um camarada L., mancomunado com a camarada M., hoje no dia 13 enviou prints e áudios para a nossa camarada J. me desmoralizando e desmoralizando o movimento Trust.


A camarada J. compartilhou os materiais comigo. E numa engraçada triangulação de informações eu reenviei os materiais acusatórios para a fonte L.


Seguimos.


domingo, 11 de abril de 2021

Primeiras impressões Trust Revolution

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Faço minhas primeiras anotações sobre o movimento espontaneísta TRUST REVOLUTION.



O Robert tem a preocupação acertada de se mostrar com a máxima abertura para todos aqueles/as que queiram aberta e fraternalmente construir o Trust Revolution.



Tanto é assim que percebi que ele formulou "nas coxas" um documento PDF explicando o que é o tal "materialismo histórico-dialético" como se quisesse dialogar com o público alvo marxista. Despejou os maiores hits do remastigado clichezão marxista vulgar, entulhos de "materialismo histórico dialético" que Marx nunca falou. Mas tá valendo a intenção.



Eu não entrei pro Trust dado seu caráter marxista ou não e sim pela coragem revolucionária de não impor obstáculos burocráticos os quais percebo em várias organizações da esquerda brasileira de inspiração revolucionária.



Como ele suspeita que talvez a construção de uma tecnologia social preveja a circulação de afetos - e no caso não queremos qualquer tecnologia mas sim uma tecnologia revolucionária (que em outras épocas foi o partido centralizado de Lenin) - ele mobiliza acertadamente o significante-mestre de "Revolução". É um crivo para selecionar e deixar de fora a ilusão de reformas e eleições e ao mesmo tempo uma convocação para saltos mais ousados.



Há aquelas organizações que enaltecem a democracia, não é o nosso caso. Escapamos tacitamente desse binarismo chucro quando elevamos a palavra de ordem REVOLUÇÃO como norte espiritual e prático.



Pois é.



Tenho reparado com atenção especial a posição anti-sindical do Trust, debate específico que remete ao debate geral de concepção organizativa: qual nossa relação com o povo, o que pode o povo fazer e quais são as tarefas do Trust Revolution.



Nas primeiras conversas com o Robert reparei que ele produzia argumentos diretamente contraditórias entre si.



Primeiro, ele disse que não deveríamos nos guiar pela história, aqui tomada como passado e que portanto não volta mais, por outro lado, lembra que a revolução cubana foi feita por 18 indivíduos iluminados.



Eu lhe respondi que não devemos nos guiar pelas experiências históricas em que pese também não esquecer da mesma história que nos legou e herdou o que vivemos hoje.



Segundo Roberto, não devemos também esperar a sublevação da totalidade do povo mas lembra que 50 milhões de americanos lutaram contra o domínio britânico e contra a escravidão.



Ele está certo ao dizer que não se deve esperar pelo povo pois os revolucionários são aquele povo que é pró-ativo, que não devemos esperar pela história pois somos a história viva, que nós fazemos a história acontecer pois a história acontece por nós, não é um ente autônomo que constrói a realidade em nosso lugar, que não devemos esperar por ninguém pois nós mesmos somos aquele alguém o qual sempre esperamos. Nós, nós e nós de novo.



Diz o filósofo esloveno Slavoj Zizek em um de seus livros: NÃO ESPERE PELA REVOLUÇÃO QUE ASSIM ELA NÃO VEM. E mais:



É preciso manter um mínimo de antideterminismo: não há nada jamais escrito numa “situação objetiva” que impeça qualquer ato, que nos condene totalmente à vegetação biopolítica. Há sempre um espaço a ser criado para o ato, exatamente porque, parafraseando a crítica de Rosa Luxemburgo ao reformismo, não basta esperar com paciência o “momento certo” da revolução. Quando apenas se espera por ele, ele não vem, porque é preciso começar com tentativas “prematuras”, que - e aí reside a “pedagogia da revolução” -, pelo próprio fato de não conseguir atingir o alvo declarado, cria as condições (subjetivas) do momento “certo”. Recordemos o lema de Mao: “De derrota em derrota até a vitória final”, que se reflete no mote já citado de Beckett: “Tente de novo. Erre de novo. Erre melhor”. É preciso não esquecer que a revolução nunca chega “na hora”, quando o processo social objetivo gera as condições “maduras” para ela – o ponto principal da famosa noção de Lenin a respeito do “elo mais fraco da corrente” é que, mais uma vez, se deve usar a “anomalia” como alavanca para exacerbar os antagonismos, de modo a possibilitar a explosão revolucionária. 



Sobre os dezoito indivíduos em Cuba diz o site https://contrapoder.net/artigo/o-papel-da-classe-trabalhadora-na-revolucao-cubana/contrapoder.net:



(...) A essa altura, o regime de Batista já enfrentava um grande desgaste junto às massas populares e importantes greves vinham ocorrendo, como a dos bancários, em 1955, e dos trabalhadores do setor açucareiro, em 1956 – as quais tinham tanto pautas econômicas, como também exigiam o fim da ditadura. Esse desgaste aumentou ainda mais com a crescente repressão policial a partir de 1955, o que também levou ao distanciamento dos setores de classe média; por exemplo, as eleições de 3 de novembro de 1958 foram marcadas pela abstinência de mais de 80% da população, mesmo sendo o voto obrigatório. Por volta de 1957-58, até mesmo setores do empresariado cubano e operativos da CIA atuando junto à Embaixada dos EUA estavam contra Batista. Sem essa situação de crise de hegemonia do regime de Batista, os rebeldes do M26J dificilmente teriam conseguido rapidamente passar de uma pequena guerrilha rural a um Exército Rebelde, e teria sido impossível tal exército derrotar os 50 mil de Batista.



Ou será que ele enumerou propositalmente a revolução cubana pra me conquistar, me fazer de público alvo?



Talvez o co-fundador Robert não saiba ou finja não saber a relação recíproca e mútua entre povo/massa/trabalhadores/classe e organização/vanguarda/direção/partido.



Atenção. Por partido não digo legenda reconhecida por algum tribunal. Não sei como é nos EUA.



Posso fazer uma analogia com a ciência física e a transformação de energia. Imagine que povo/massa/trabalhadores/classe são o raio espontaneísta que cai e causa apenas estragos e destruição. E agora imagine que tenhamos uma máquina que "pegue" o raio e transforme energia em trabalho. A tecnologia que conduz a energia do raio em algo benéfico é a organização/vanguarda/direção/partido ... que é o que o TRUST REVOLUTION se dispõe a ser: um para-raios!



Poderia fazer a analogia com a psicologia: raiva e válvula de escape.



Se ele não entende reciprocidade, mutualidade e relacionalidade - coisas que os antigos chamavam de DIALÉTICA, posso afirmar que Robert está com um pé no autoritarismo.



Pode ser que seja só uma tática pra mobilizar: dizer que cada indivíduo deve ser o exemplo que sempre buscou.



E aí eu lembro das palavras do camarada N.: 



Que não adianta empunhar filosofia de auto-sacrífico pessoal de exército americano desconsiderando as condições de existência de cada indivíduo (podemos afirmar que, porque uma camarada nossa está falando muito nas reuniões, que ela está saindo fora?), que nós não estamos aqui no movimento pra prestar prova ou concurso de passar de ano. 



O maior ponto forte das analogias são também seu grande ponto fraco. O Trust Revolution não é um partido (legenda) que filia pessoal e nem é uma empresa cujos funcionários não criticam o patrão.



É bem verdade que o plano estratégico do Trust tem que ser seguido, concebidas e respeitadas cada etapa organizativa nível 1, 2, etc. Uma organização revolucionária séria não é brincadeira onde cada um faz o que quer e defende a posição política que desejar.



E outra verdade é que cada localidade e cada regional deve já ir pegando na massa, não esperando conselhos ou o que a direção internacional diga o que deve ser feito. Se tem um camarada, que não é presidente, mas que acha importante elaborar planos de ação (local, regional ou internacional) que o faça pois contra não seremos. A mágica da empreitada é ir convergindo o que vem de "cima" com o que vem de "baixo".



Como eu disse, o que ensejou o debate de concepções gerais foi o tema sindicatos.



Nas reuniões e diálogos do Trust Revolution falávamos sobre a validade dos meios e instrumentos históricos de luta do povo. 



Pontuávamos, não sem razão, que o sindicato já está com prazo de validade encerrado uma vez que a maioria do movimento sindical brasileiro (e não só brasileiro) está completamente fora de órbita da luta real dos trabalhadores, muitas das direções sindicais são especialistas em sabotagem de greves e acordos de gabinete, destruiu-se e afundou-se a representação sindical em nome da pseudo-luta da representação parlamentar.



E há também o problema oposto. 



Por outro lado, curiosamente, quando o trabalhador observa que a direção sindical é presente e atuante ele o trabalhador se apazigua, se acomoda, é o que vemos por experiência própria no SINTRAP - sindicato de trabalhadores da cidade de Caxias (estado do Maranhão).



É o velho problema psicológico da representatividade, quando a pessoa encontra quem faça por ela no sentido não de substituição mas de representação, ela deixa de mão, se desresponsabiliza.



Por isso a democracia liberal é uma desgraça porque ela drena as energias mobilizadoras dos indivíduos e da pior forma: "os políticos são os representantes, está na Constituição". 



Parte daí minha crítica à direção do Trust que acha que um pequeno número de pessoas pode efetivamente realizar as transformações necessárias. Será que podemos deixar o povo em stand by? 



O perigo disso é se, quando olharmos pra trás, não encontrarmos ninguém marchando conosco porque, como não precisamos ser vigiados uma vez que nunca trairemos o povo, o povo que acreditou tanto na gente acabou nos deixando sozinhos na hora do combate decisivo.



Quando o povo chancela sua representação a uns poucos indivíduos, ele o povo trai a si mesmo.



Voltando ao tema sindicato.



Curiosamente no ponto 3 (Ajudar o povo a ter senso político) na documento "Pautas de Transformação", considera-se sindicatos pelo menos em caráter pedagógico:



É necessário o entendimento coletivo das ferramentas da política, desde o funcionamento das leis que regulam o exercício democrático (como a função dos cargos políticos e as etapas e hierarquias) até um exercício mais ativo da política pelas vias de assembleias, associações, sindicatos, grêmios e etc...



Vejamos como Karl Marx aborda os sindicatos lá no O Capital:



Os sindicatos trabalham bem como centro de resistência contra as usurpações do capital. Falham em alguns casos, por usar pouco inteligentemente a sua força. Mas são deficientes, de modo geral, por se limitarem a uma luta de guerrilhas contra os efeitos do sistema existente, em lugar de, ao mesmo tempo, se esforçarem para mudá-lo, em lugar de empregarem suas forças organizadas como alavanca para a emancipação final da classe operária, isto é, para a abolição definitiva do sistema de trabalho assalariado.



E agora um ponto positivo.



Robert é muito inteligente. Durante a rodada de diálogo que eu tive com ele, um dos últimos pontos que ele deixou claro foi que eu poderia seguir por um movimento independente uma vez que o Trust não é da linha materialista de Marx como eu sou.



Certa vez fiquei sabendo pela camarada J. que a direção internacional do TRUST REVOLUTION estava destituindo 15 presidentes regionais. Eu avaliei junto com a camarada J. os porquês e as consequências deste ato, nós chegamos à conclusão que talvez Robert estivesse enviando exatamente a mensagem oposta: que a decisão pelo desligamento de 15 presidentes regionais aqui no Brasil ressaltasse a importância do Trust do Brasil andar com as próprias pernas, de maneira independente, sem esperar conselhos externos. Eu pensei na hora: "chegou nossa chance, agora eu quero ver o empenho do movimento Trust do Brasil desligado da matriz, se eles estão prontos pra andar sem Pai".



Quem não entende cai no truque, quem não saca a senha da autonomia espiritual e prática acaba perdendo as esperanças.



Por que eu digo que Robert e companhia eram inteligentes? Da minha parte eu penso que o truque fora ensaiado pela camarada J. juntamente com o Robert para pôr à prova a obstinação dos presidentes regionais com os propósitos revolucionários cujo Trust é apenas uma expressão. Devo dizer que passei no teste. Aceitaram o perigo de esvaziar o movimento em troca da Ideia Revolucionária, estão prontos pra abandonar as pessoas mas não os princípios.


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quarta-feira, 31 de março de 2021

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SURGE UMA ALTERNATIVA! TRUST REVOLUTION!


O TRUST REVOLUTION é um movimento revolucionário internacional que busca a ruptura da atual (des)ordem existente de coisas, criticamos as eleições e o pacote reformista.


A política tradicional é como uma religião, seu ritual são as eleições, sua bíblia a Constituição, com direito a igrejas e crentes, com seu respectivo mito e líder, direita e esquerda, diferentes mas ligadas sendo uma o inverso da outra tal como cara e coroa na mesma moeda. Estamos cansados não da luta, mas do jogo de cartas marcadas da democracia liberal burguesa.


Este singelo blog passa a fazer parte de algo muito maior: TRUST REVOLUTION!


Disponibilizo nossas doze pautas para conhecimento inicial.


Trust Revolution 


PAUTAS DE TRANSFORMAÇÃO


O QUE DEVE FAZER O MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO


1- QUESTIONAR O GOVERNO DE PLANTÃO COM A BATALHA PRÁTICA E IDEOLÓGICA E DE FORMA CRUCIAL E DIRETA CONSTRUIR O PODER POPULAR ATRAVÉS DE UMA TECNOLOGIA RADICAL;

2- AJUDAR AS PESSOAS NA TOMADA DE CONSCIÊNCIA CRÍTICA AFASTANDO O SENSO COMUM;

3- FORMAR POLITICAMENTE O POVO;

4- LUTAR PELA EMANCIPAÇÃO;

5- PAUTAR-SE PELA DINÂMICA DE CONVERGÊNCIA REVOLUCIONÁRIA;

6- ORGANIZAR-SE ATRAVÉS DE CONVOCATÓRIAS PARA O ENFRENTAMENTO;

7- EXERCER AS DIRETRIZES DE ACOMPANHAMENTO DO PROCESSO REVOLUCIONARIO;

8- BUSCAR A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL REAL NAS PRÁTICA COTIDIANAS;

9- EXERCER A CIDADANIA COMO UMA CULTURA DEMOCRÁTICA;

10– PAUTAR-SE PELAS DINÂMICA DE CONVERGÊNCIA SEGUINDO UM PROCESSO DE RUPTURA;

11- PLANIFICAÇÃO ECONÔMICA E SOCIALIZAÇÃO DOS MEIOS DE PRODUCAO;

12- CONSTRUIR A FASE DE TRANSIÇÃO ATRAVÉS DE UM ESTADO REVOLUCIONÁRIO ORGÂNICO CONTROLADO PELO PODER POPULAR.


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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

sobre as discussões na CÉLULA

 


RÁPIDO COMENTÁRIO ACERCA DAS DISCUSSÕES NO GRUPO "CÉLULA" QUE NÃO PARTICIPEI NA ÉPOCA




Eu não participei daquele intenso debate na época no grupo CÉLULA com o camarada 1257, participaram vários camaradas, eu posso até tardar mas eu não falho.


Aquele número 1257 eleva o revisionismo marxista ao ponto de se rebaixar ao senso-comum dizendo: que não podemos nos basear pelo século XIX pois o século XIX não tem concretude hoje, veja que ele está a beira de consolidar Marx como um autor anacrônico, um autor do século XIX feito para o século XIX (talvez até considere que é um autor europeu feito especialmente pra a europa que é o argumento dos posmods); que se considerarmos o proletariado como sujeito histórico elevado à condição de classe no ano de 1848, estaríamos sendo idealistas pois proletariado não tem concretude hoje. 


E ele, na maior cara dura, é capaz de defender o legado do anticomunista Getúlio Vargas que era doido pra dar o rabo pro Eixo mas foi vencido pela força de gravidade americana. (No governo deste burguês latifundiário, Francisco de Oliveira mostra que houve achatamento salarial, o salário se reduzia ao mínimo necessário à sobrevivência). Ele estica o presente ao ponto de dizer que o "progressista" Getúlio "era só o que tínhamos pra época", hoje é diferente de ontem mas o hoje pode ser esticado ao ponto de abarcar certos "ontens", é uma manobra desonesta pra justamente desconsiderar alguns pontos pressupostos que o Marx levantou como fundamentais pois o que Marx falou no século XIX não tem concretude hoje.


Imagine Marx pagando pau pra Otton Von Bismarck? Ele não deixava de esquentar o coro nem do Partido Operário Social Democrata Alemão o qual se diziam ser os herdeiros dele. O mais completo e desenvolvido conhecimento da realidade objetiva credenciava exatamente a mais radical crítica para quem quer que merecesse (tem um carinha no O Capital que Marx o congratula por expressar muito bem o método dialético), subtraia-se assim daquela famigerada desculpinha esfarrapada de que "ah são progressistas; ah é o melhor que tinhamos pro momento". 


Marx não era seguidista, adesista, os marxistas é que eram, se Marx fosse marxista ele lamberia as bolas de Simon Bolívar, não era um puxa-saco de líder terceiro-mundista libertador unificador.


Os marxistas deveriam pelo menos desconfiar dessa radical atitude marxiana antes de servir suas línguas pra bunda de algum nacionalista burguês "porque era a realidade concreta do momento".


Lenin segue no mesmo diapasão com seu "todo poder aos sovietes". Também com Lenin nao rolava essa de passar pano.


Marx na carta congratulando a vitória de Lincoln na guerra contra os escravagistas diz: "Consideram uma garantia da época que está para vir que tenha caído em sorte a Abraham Lincoln, filho honesto da classe operária, guiar o seu país na luta incomparável pela salvação de uma raça agrilhoada e pela reconstrução de um mundo social". Ele o felicita pela vitória já com o olhar no futuro, ele empurra Lincoln pra dar o passo seguinte.


Tampouco Marx falava em "materialismo dialético" ou "materialismo histórico" ou "ciência marxista" ou "dialética materialista" e situava bem o que seria a tal "dialética". O primeiro intérprete de Marx foi Engels.


Poucos foram os marxistas naqueles diálogos no grupo CÉLULA que viam o socialismo como processo internacional, aí ficavam batendo cabeça da China ser ou não ser assim ou assado. Por isso concordo com Reinaldo, ele diz: "(...) mas os movimentos operários em todas as conjunturas internacionais deveriam estar muito bem articuladas em suas operações locais e uma dinâmica de co-relações estruturais de âmbito internacional desenvolvidas de modo a suprimir a dinâmica do capital mas isso não foi possível no século XX". Daí o revisionista danado 1257 diz: "Vai ser muito menos possível no século XXI quando o proletariado perdeu o sentido histórico do século XIX". 


O Jota no número 1096 manda bem: "Defender Getúlio é retroceder às teses utópicas do século XIX de antes mesmo da Primeira Internacional". Ele está falando dos Napoleões da vida, o 1257 acha bonito defender os Napoleões tardios dos trópicos.


Marx dedicou boas linhas na A IDEOLOGIA ALEMÃ para falar do "intercâmbio universal de homens, coisas e culturas", ele esperava a revolução nos países dominantes (como ele escreve na IDEOLOGIA), Lenin esperava a revolução na Alemanha, não tinha um comunista que não esperasse no restante do século XX uma revolução nos estados unidos. Será que vai chegar o dia que esperaremos uma revolução na China ou já passou?


O danadinho 1257 não reconhece nem a internacionalidade da revolução nem a proletariedade dela.


Outros números piores ainda consideram Marx como "textos, coisas e ideias vindas do papel", daí na ânsia de renovar a teoria e prática para os dias hodiernos, e conclamar os jovens pra ação, cometem as mais amplas barberagens práticas e teóricas. Havia um bichinho posmod ali no grupo que de tão perdido dizia "tinha um mano aqui no sul falando em panfletar, meu, panfetlar, temos que falar em viralizar". Valeria um puxão de orelha do velho ensinamento marxiano "a burguesia só pode sobreviver se revolucionar incessantemente os meios de produzir".


Parece assim que, pra bicharada posmod e marxistas de Vargas, quando novas camadas da realidade surgem decorridas do desenvolvimento histórico-científico-tecnológico as camadas anteriores perdem sua determinidade e funcionalidade, até deixam de existir, não influenciam ou condicionam mais nada, perdem a concretude e não tem mais sentido agir como antigamente pois o passado não está aqui no presente quando na verdade temos novos desdobramentos cujo gérmens estão ali ou muito antes da época de Marx. O velho não necessariamente se torna obsoleto. A reforma agrária foi realizada no intercurso da revolução francesa no século XVIII. Algum marxista contestaria a necessidade dela hoje no Brasil sob a desculpinha da "realidade concreta"? A financeirização aposentou a indústria? De maneira alguma! 


Desde quando a massa operária tem tempo e saco de ler textinho em blog e grupinho zapzap ao ponto de substituir o diálogo direto que uma panfletagem proporciona?


Ainda bem que sobre o lance de panfletagem ser atividade superada o astuto número 1096 respondeu há tempo e com muita probidade.


Na verdade rola exatamente o contrário da linearidade que os revisionistas pregam. Faço a seguir uma analogia que pode servir.


Só é possível entender o organismo, não nos seus primórdios, mas sim plenamente desenvolvido. Não se entende a célula tomada individualmente, não se a compreende no nível celular, mas sim como parte de um todo maior organizado em tecidos, órgãos e sistemas, nós não compreendemos a célula individual senão relacionada de forma complexa às outras, com interações com moléculas, enzimas, outros produtores celulares e tudo o mais, a célula só há em nível intercelular, ela só sobrevive de forma interdependente. A chave do bebê é o adulto. 


O velho dizia que é mais fácil compreender o órgão que suas células. De fato, é tranquilo entender as funções do fígado, seu papel na desintoxicação do organismo, na reparação do coração rasgado, entre outras tantas. Mais difícil é saber como ele faz isso, e aí adentramos um campo de maior complexidade. Da mesma forma, quando Tom Jobim se pergunta "por que tudo é tão triste?", é fácil responder "porque vivemos num mundo determinado de cima a baixo pela propriedade privada". Mais complicado é esmiuçar a forma como a divisão do trabalho, as classes sociais etc. decorrentes disso tornam a individualidade tacanha e frustrada. Mas já é alguma coisa, quando tanta gente acredita em explicações metafísicas ou naturalistas para a própria desgraça.


O que na época de Marx eram tendências e ele as descreveu com maestria, hoje elas são plenamente desenvolvidas, tem mais razão hoje do que em sua própria época, o pensamento de Karl Marx alcança uma *concretude muito mais hoje do que quando foi enunciado*. 


O número 1257 quando diz "nem o modelo soviético serve mais para o século XXI, o século do Big Data, Outsource, Shadow Banking, Nanotecnologia, indústria 4.0" apenas expõe uma "lista de compras", de tecnologias e gelatinas de trabalho humano que de nenhuma maneira desdiz que o ato de descobrir, de transformar a natureza é um ato histórico.


Eu leio José Chasin num texto que ele compôs nos anos 80. Diz assim:


"O verdadeiro não tem si a força de ser prevalecente. Por isso que a evolução da humanidade não é uma linha reta cultural. Por isso que a cultura não é um sistema cumulativo de conhecimentos. A ciência avança e recua. (...). Por isso que no início dessa exposição eu pude dizer que hoje estamos muito abaixo do que estávamos enquanto humanidade no começo do século. Como visão, como padrão, como consciência média mundial estamos hoje, com uma diferença de cem anos, num padrão inferior. O que não quer dizer que hoje não poderíamos estar num padrão muito superior. Mas, não estamos. É um zigue-zague. Que haja obras que estejam muito acima do padrão médio, é outra conversa. Mas, elas estão nas prateleiras. Eu dou um exemplo disso. Quanto se estuda de marxismo na academia, seja a nível de Brasil, seja a nível internacional? E irrecusavelmente o marxismo é, esteja ele certo, esteja ele atravessado por equívocos, a expressão mais alta de todo o pensamento ocidental. *De Aristóteles aos nossos dias, a fórmula mais avançada de cognição é de Marx*. Pode estar incompleta, pode estar cheia de equívocos, contudo não há nenhuma postura mais avançada, mais perfeitamente constituída para a captura da verdade. No entanto, ela não é uma ideologia dominante. No sentido de sistema de idéias. O que é dominante hoje é o neopositivismo e o existencialismo. Ambos, sistemas de idéias constituídos depois de Marx, como reação inclusive a Marx e que constituem parcelas de vedação do real. Portanto, involução, flexão para trás. Por mais sofisticado que apareça o texto e o texto aparece sob alta sofisticação técnica".


José Chasin acertou na mosca mas ele não conheceu o quanto a humanidade recuou pro abismo e a eleição de um bunda suja não serve nem como exemplo.


A conclusão é que não adianta o número 1257 e a bicharada posmod pensar que as ideias que cada período histórico produziu sejam as melhores pra pensar a época da qual ela foi produzida.


O 1257 diz "o Brasil ter relações com Israel durante o governo de Lula e Dilma não fazem do país sionista ou nem "assassino de palestinos". Alguém deveria responder que rola uma capitulação pra lá de vergonhosa com os extermínios, deveria-se romper com Israel, O PT é essa droga mesmo, descaminhos pra dar e vender aos seus satélites.


O Evandro que é um cara maneiro comete umas escorregadas ao afirmar que a teleologia da história é comunista, abre flanco pra bicharada posmod subir em cima respondendo que "o fim do mundo ser comunista é só mais uma nova religião, um darwinismo acrítico de matriz cristã". Problema é que a maioria dos marxistas não conhecem Marx, em escritos de finais de sua vida Marx altera seu paradigma contestando que os países seguem uma "marcha geral da história". Diz em 1877: "Ele [o editor do periódico russo Otechesvenniye Zapiski] se sente obrigado a metamorfosear meu esboço histórico da gênese do capitalismo na Europa Ocidental numa teoria histórico-filosófica da marche generale [marcha geral] que o destino impõe a todos os povos, quaisquer que sejam as circunstâncias históricas em que eles se encontram".


O número 1257 diz que o socialismo é um devir ("processo em construção"), truque hermenêutico que possibilita qualquer experiência, desde que não siga os trâmites estadunidenses, como socialismo. Esse charlatão aí não pressupõe relações internacionais como pano de fundo e nem proletariado como sujeito histórico.


Quanto menos a revolução se internacionaliza tanto mais o socialismo que se constrange nas fronteiras de um só país vai levar baque atrás de baque dada as reestruturações produtivas engendradas pelos donos do cassino global, daí haja NEP e abertura pro capital privado pra correr atrás do prejuízo tecnológico. E com a cereja do bolo de ter de filiar ricaços no Partido Comunista (Jack Ma, um dos homens mais ricos da China, é filiado no PC). E essa galera revisionista continua no socialismo do "devir", só se for o socialismo do devaneio.


Esses borrobotas se esqueceram há tempos da teoria revolucionária e a maneira de se (re)ligarem a ela é pelo recurso sofístico do "devir histórico".


Para os revisionistas Glanost sem Perestroika ainda é socialismo. O problema é que nem sem Glanost o "socialismo real" do século XX era socialista no sentido de uma transição fundamentada nos preceitos marxianos.


Concordo com o Reinaldo que diz "o que houve nesses países efetivamente não era um processo efetivo de construção do socialismo mas sim um processo de modernização rápida de acordo com a dinâmica sociológica estabelecida internacionalmente. Ou seja, dinâmica do capital. Foi esse fator acumulado a desarticulação em boa parte do mundo que fizeram os Partidos Comunistas se burocratizarem em seus respectivos potitiburos". Alguns autores defendem que houve uma *ruptura* com o capitalismo e não uma transição socialista.


1257 diz:


"O problema é olhar pra URSS e pras experiências Socialistas com os olhos do século XXI, que já começa a ser atraente uma vez que começamos a entrar em uma fase de retrocesso histórico justamente no período em que se dá a queda da URSS, outra é historicizar as experiências Socialistas no princípio do século XX. Adorno, Horkheimer e Fromm como acadêmicos pequenos burgueses nunca trabalharam no chão de fábrica, nunca tiveram seus direitos a itens básicos negados, então do alto de suas torres de marfim Frankfurtiana, a URSS parecia realmente um pesadelo totalitário, mas pro trabalhador das minas do Ruhr, pros estivadores do porto de Hamburgo ou pros camponeses que trabalhavam sob o punho de ferro dos junkers (que foram extintos na Alemanha oriental) fazia muita diferença".


Ora então a URSS ser atraente pro "trabalhador das minas do Ruhr, pros estivadores do porto de Hamburgo ou pros camponeses que trabalhavam sob o punho de ferro dos junkers (que foram extintos na Alemanha oriental)" não tem problema nenhum, é até progressivo o trabalhador viver sob a URSS. Veja o que eu falei: é progressivo e não transição socialista.