Páginas

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Avaliação 1.º turno eleições 2018


Minha breve avaliação do 1º turno das eleições de 2018.

Denes Wenen

O camarada da CUT cometeu um erro na aula pública, na Nauro Machado, ao dizer que a burguesia não ganha a presidência há quatro eleições. Bem, melhor seria dizer que é a direita quem não a vence pois o PT é um partido burguês de viés plebeu.

Não acho que é só debitar a crise à deterioração, a nível internacional, da democracia liberal como dizer que a política da esquerda vai bem mas a economia não ajuda. O PT é tributário desse processo, se aliou ao mais podre e atrasado em nome da governabilidade, antes e depois do golpe de 2016. O PT defendendo Aécio Neves no senado, muito mais que deprimente, é uma cena libertadora.

E com Dilma, o que dizer da lei anti-terrorista?

O PT, como direção da classe operária, não mobiliza seus aparatos para uma frente única em defesa de Lula. Haddad, Lula e a direção do PT dizem ser a palavra "golpe" muito forte e que a justiça comete "erros". Se aliaram à políticos golpistas e confiaram demasiadamente na mesma justiça que prendeu Lula. Se enlamearam demais na institucionalidade durante os anos, e agora, paga-se agora um alto preço.

Avaliação 1.º turno eleições 2018

Minha breve avaliação do 1.º turno das eleições de 2018.

Campos Junior

Estamos diante  de uma nova configuração na relação imperialista no Brasil. O triunfo da "nova direita" é a consolidação de um "partido republicano" no Brasil. A administração dos interesses imperialistas no Brasil, a partir do final dos anos 1980, ficou a cargo do PSDB como gerente dos negócios. O PSDB e seus meios de comunicação (Globo, Folha, Veja, etc.) representam diretamente o capital financeiro (Wall Street) e demais subsidiários, aglutinados em torno do partido democrata dos EUA. Agora estamos diante de uma ofensiva do partido republicano na América Latina e no Brasil.

Com forte apoio finaceiro, o PSL (e seus satélites da Lava Jato, o PODEMOS, Solidariedade, Patriotas), passam a ser os representantes deste partido republicano tupiniquim ampliado.

Daí, conseguem varrer a direita tradicional com base nos ideias "democratas" e criaram uma contrahegemonia. Agora é o seguinte: a extrema-direita brasileira brasileira alicerçada em torno da igreja protestante (não apenas neopentecostal) e do forte antipetismo, construído pela Globo/Lava Jato, vai representar os setores da indústria e demais monopóliios controlados pelos republicanos.

O pré-sal é ponto fundamental neste interesse, assim como a derrota política da Venezuela. Então, nada melhor que consolidar um projeto ultra-liberal de cunho fascista para nossas terras.

Não vamos cair na falácia de que Bolsonaro venceu por causa do wapp, vai muito além disso.

Saldo final: triunfo da partido da Lava Jato, nova direita fortalecida, esquerda acuada e sem poder de mobilização de massas, fraude eleitoral descarada nos três principais colégios eleitorais.

A esquerda atônita assiste passivamente o triunfo do fascismo no Brasil, enquanto se tenta, de forma incipiente e desarticulada, uma virada via rede social, pelo menos por enquanto.

Ou vamos pra guerra agora ou seremos aniquilados, o abandono da luta de massas classista contra o golpe foi fundamental para esta derrota parcial, que em breve, poderá ser final. A esquerda apostou tudo na eleição deste ano e agora estamos encurralados pela onda fascistóide. Chamemos a conclamar o povo pobre e trabalhador para salvar o país ou não restará mais nada!

Nosso fascismo é ultra-liberal e extremado.