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sábado, 27 de julho de 2019

A binarista Maria Cheira Peido e o empoderamento na submissão

A binarista Maria Cheira Peido e o empoderamento na submissão



E lá vamos nós para mais uma treta facebookiana que não poderia ficar sem registro. É uma verdadeira novela que caminha para um desfecho insólito, um novo gênero de literatura, novelas de redes sociais. Encenando: perfis fakes, mulheres pró-machismo, mulheres feministas pró-mulheres machistas, mulheres na autêntica luta feminista, casos de delegacia, reviravoltas e desfechos incríveis. 


Percorremos o calvário da histórica luta das mulheres por sua liberdade, seus direitos e respeito, assunto tão fustigado pelos homens que lhes desperta os afetos mais vis e desumanos do baixo ventre, entretanto eis que encontramos como o mais intransigente defensor do patriarcado na nossa janelinha virtual ... uma mulher, a Maria Cecília (que irei lhe reportar como Maria Cheira Peido cujo motivo direi). Mas isto é só o começo pois todo fim do poço tem um porão, não basta ser uma quadrúpede sozinha, tem que reunir uma tropa de esquizofrênicas. Alguém dizer que o patriarcado deu certo e a outra aplaudir em nome da santíssima "liberdade de expressão das mulheres" leva-nos a constatar que foi a humanidade que não deu certo, é de fazer cair o cu da bunda. 


Culpe a natureza!


A escravidão está na natureza, culpem-na. Maria Cheira Peido defende a submissão da mulher ante o homem no alfarrábio bíblico, no darwinismo liberal e no senso-comum mais cuspido e escarrado do homem que saia pra caça ao passo que à mulher cabia cuidar da prole e do lar (se lesse Friedrich Engels em "A origem da família, da propriedade privada e do estado" veria que a família primitiva não era esse anacronismo que imagina mas que vem bem a caracterizar o pensamento da idade das pedras dela). Como inacreditável resultado, aquela divisão do trabalho que se cristalizou no DNA (!!!) e que hoje se observa é o terno e gravata fazendo as honras no lugar do tacape na cabeça da pobre coitada. Se Maria Cecília pensa uma mulher que tem fetiche em ser a puta de um velho milionário, é um problema estritamente pessoal da Maria Cecília mas não venha querer que as outras se vejam em suas taras.


Esse povo doido está no atual no governo e nos ministérios.


A pseudo-crítica opera na total falsificação da realidade, é preciso manipular a realidade a ponto de caber num determinado "pensamento". Na cabecinha (fértil)izada dela, o empoderamento defendido pelas feministas deveria dar às mulheres o mais alto privilégio, atualmente concedido aos homens, de limpar bueiros (o que lhe confere a alcunha de Cheira Peido). Não sabe ela que há tantas trabalhadoras garis quanto mulheres sujeitas a trabalhos dos mais degradantes. Em um ponto há razão: comer bosta e cheirar peido em troca de um salário é uma honra numa sociedade sem emprego, o pobre agradece a deus por estar com a bosta até o pescoço e não até o nariz.


"Ain mas tem as modelos que ganham mais". É. O mercado se intensifica machista quando em questão a mercadoria é o corpo da mulher: moda, estética, sexo, etc. Não pense você que só porque mulheres são mais famosas nas passarelas, recebem os cachês mais altos no mercado de corpos que existe aqui alguma espécie de empoderamento. Quando você não vê o produto da produção, o produto é você. É por isso que Gisele Bündchen é apenas um corpo e rosto bonito que os proprietários(as) usam como acessório para vestir suas marcas. Sim, o corpo da Gisele é o que veste as marcas. Bailarinas no atual modo de produção não passam de beleza e estética transformada em mercadoria. Há mais prostitutas com altos cachês pois o corpo da mulher é o mais demandado nas prateleiras do mercado. Por que há prostitutas? Leia "A origem da família, da propriedade privada e do estado" de Fred Engels. Se Maria não fosse tão anti-feminista, ela seria uma bela feminista de balcão de negócios do Sebrae.


Olha Maria Cheira Peido disparando jumentices. Argumenta que no tempo que os homens trabalhavam 12 horas por dia (como se a maioria deles hoje fosse amparado pelas 8 horas) as mulheres ficavam em casa seguras. A animadora de auditório não sabe que mulheres também trabalhavam nas fábricas sem qualquer direito de licença maternidade ou o que pareça, elas tinham o bebê ali no pé da máquina naquele abafado e o trabalho dela e das crianças era (é) mais barato. Pode rir que a piada é essa.


Certo de que a maioria do feminismo pensa no interior da sociedade do assalariamento (salário igual para trabalho igual), deve-se vincular as táticas às estratégias de superação da  chantagem do capital sobre o trabalho. 


Essa Maria Cheira Peido é uma gracinha de sonsa. No debate pra ver se as duras conquistas eram direitos ou privilégios, ela apela para a ilusão burguesa da Constituição que prevê direitos para todos e todas independente de raça, origem, gênero e crença. Se houvesse uma Constituição só para as mulheres o que iria mudar? Seria tipo os vagões lilás, só funciona ali dentro, no caso, nas linhas dos incisos. Se Maria não fosse tão anti-feminista, ela seria uma bela feminista do PMDB.


Porque homens e mulheres são diferentes naturezas (homem não menstrua e mulher sim) concede ao homem mais deveres sociais que a mulher (como assim?!). A natureza torna o homem superior à mulher. Ora mas isto não é velha eugenia (superioridade de seres humanos em relação a outros) desembarcando agora na forma de superioridade de gênero? O talentoso pintor de quadros austríaco se guiava pelo mito da superioridade de raça.


A abençoada consegue vê homem x mulher nas circunstâncias mais incríveis como na relação lésbica mulher x mulher. Ela diz literalmente não saber sobre homossexuais, assexuais e transexuais, mas em lésbicas "já vi que uma" quer isso ou aquilo, ouve falar assim ou assado. Bela filosofice de buraco de fechadura e ciência da fofoca.


Cheguei à conclusão que Maria Cheira Peido traduz a realidade no binômio homem/mulher, a mulher e o homem possuem funções biologicamente diferentes e portanto socialmente determinadas. Maria Cheira Peido, pasmem, diz ser a "função" da mulher para o homem ser receptáculo de esperma (reprodução) e a "função" do homem para a mulher ser o banco dela (puta de endinheirado). À mulher que "sai de seus papéis" deve ter como punição olhares que a tratam como um amontoado de carne encerrada dentro de uma roupa curta. Maria Cheira Peido nem chega a ser mulher, talvez com sorte, uma ameba. Cara, atrocidades não se rebatem com argumentos, merecia é a mulherada de roupa curta pegar essa Maria Cecília e descer a bolacha nela sem dó como sugeriu uma outra camarada de mesmo nome "Maria" irada com a Cheira Peido. Só sei que uma Maria iria sair apanhando. 


Há pessoas que, não bastando ser fascistas, ainda têm orgulho de revelar o fascismo que mora dentro de si. E a história mostra que o melhor argumento contra fascistas só pode ser a ponta do fuzil.


Quantas vezes já não vimos a ciência e a razão amarradas nos porões da inquisição, da superstição e da manipulação mais toscas e deprimentes a mover a roda da história pra trás? "De fato, a história nem sempre segue em frente, mas por vezes corre para trás e para o fundo do abismo (camarada HG Erik).


Quando eu dei o passo a frente descrevendo a submissão como escravidão, Maria Cheira Peido líder das mulheres sobre quatro patas e seu séquito me censuraram. Sara Sofia na suas vãs tentativas de mostrar a verdadeira e autêntica luta feminista, acaba capitulando e se tornando a advogada do diabo quando eu mostro que quando a gente fica de quatro uma caroça atrás nos aparece. O mundo é dos homens, eles são o governo, financiam e concedem existência às mulheres nas terras deles. Na servidão contemporânea as terras são os lares e seus haréns fora do casamento. Acho que eu cometi um erro, o homem não é dono direto delas, dos seus corpos e sua força de trabalho, portanto não é escravidão. É servidão: é o homem quem fornece as condições, o suporte e a costela que possibilita a elas desenvolver suas vidas. Elas poderiam ter concordado comigo se eu dissesse servidão.


Hora da tropa de choque


Por que que eu fui falar isso? Começou a judicialização do debate, a força do argumento se transforma no argumento da força. Sara Sofia na sua cruzada contra os homens, curioso que contando com policiais (homens) amigos e família que lhes facilite os trâmites, reduz o indivíduo ao gênero: toda e absolutamente qualquer mulher tem que ser defendida, seja Margaret Thatcher que com suas políticas destruiu a vida de milhões de homens seja as lésbicas do caso Rhuan. Outras mulheres trataram a Maria Cecília de "burra", de "escrota", citaram o arraigado "puta que pariu" mas o delituoso é o homi aqui que se coloca na perspectiva das mulheres xingando a mulher que se coloca na perspectiva dos homens. Faz chilique e chama de abuso e assédio porque eu quero me certificar que Maria Cecília é mesmo a pessoa que diz ser. Só que é a mesma Sara quem propõe a Maria Cecília apresentar o companheiro dela a mim pra me "tornar homem" ... é claro. 


E na sua sede de justiça (vingança?), o perfil "Sara Sofia", que não possui foto e qualquer indício de quem seja a pessoa por trás daquele perfil diz "ter minha morada". Como sabe onde eu moro sem eu ter mencionado? Eu lhe apresento meu perfil, meu blog, vídeos youtube em que apareço, boto meu endereço residencial (posteriormente) em público e o que ela me oferece? Um perfil fake.


O próprio passo foi a reunião das testemunhas e a mulherada, embebidas do mais autêntico feminismo, ficar do meu lado. O desfecho inesperado se aproxima. Eu denunciei o perfil "Maria  Cecília" o que fez o perfil "Sara Sofia" tomar as dores enquanto Maria Cecília lhe agradecia pelos serviços de retaguarda. Olha a anti-feminista passado pano pra feminista. A relação se exemplifica pelo segmento de reta: 


                                 S -----> D -----> M


O quadro se altera quando eu decido partir pra guerra de Boletins de Ocorrência contra Sara Sofia. Daí Maria Cecília no intuito de sair do atoleiro que ajudou a criar faz vãs tentativas de acalmar sua cão de guarda feminista anti-homem (femista). Seguindo, eu capturo uma postagem de Maria Cecília que diz "vou defender um homem que sofreu uma falsa denúncia igualmente e quero ver a mulher ter o dobro da pena que um criminoso desse fato receberia" o que configura exatamente o que ocorre. Após eu lhe esfregar na fuça, e ela sempre escapando do seu próprio juízo, que teria afinal de ficar do meu lado, enfim decide querer me ajudar caso necessário seja, como minha testemunha contra Sara Sofia. Cria-se uma notável triangulação: 


A corajosa camarada que gasta nervos com a senhora Cheira Peido na janelinha virtual chega na mesma conclusão que eu: o que Maria Cecília consegue é nos incentivar a sermos pessoas melhores do que já somos. Eu sou denes, o editor e proprietário do blog e confesso às minhas e meus leitores que tenho feito algumas mulheres adquirirem nojo da minha pessoa por algumas assertivas e olhares, principalmente quando eu fico bêbado. Um amigo me deu uns toques. E ele tá coberto de razão. As mulheres não se sentem à vontade e muitas se sentem tolhidas quando homens lhes dirigem certos olhares.  


Maria Cheira Peido deve ter ficado irritada com o conteúdo deste texto o que exige uma edição para registro: ela postou bem ao estilo vingativo de uma Sara Sofia: "a conta vai chegar". Que conta? Pra quem? E como se não bastasse, depois de uma tarde toda e metade de uma noite de trocas de farpas, o biombo de toda essa imundície que é esta maldita Maria Cecília, acaba de desativar o perfil facebook. E agora o que vai fazer de sua miserável vida protostômia? Vai voltar com outro perfil? Toma, porra! Vaza daqui sua Cheira Peido e volta pro limbo de onde nunca deveria ter saído!


Sabe o irônico? Perigoso é Maria Cecília que vai tentar o segundo namoro encontrar um homem que concorde precisamente com ela. Verá o que é bom pra tosse. Não irás tratá-la com benevolência. A outra corajosa camarada que entrou no debate, um pouco depois, colocou nos mesmos termos que eu: escrava. Vai virar escrava em todos os sentidos!


Quem não vive tretas não é feliz 


Agora o próximo passo é seu, Sara Sofia. Está feito: registrei Boletim de Ocorrência contra Sara Sofia dia 9 de agosto, quase um mês depois do início da novela na página QuebrandoTabu, no 8.º Distrito de Polícia Civil do bairro da Liberdade em São Luís do Maranhão. É chegada a hora de você, Sara Sofia, dar o próximo passo a frente: pôr em prática o que disse que faria: registrar um B.O. contra mim. Ainda não falei com o delegado para dar prosseguimento segundo fui instruído pelo atendente da delegacia de crimes cibernéticos de que eu poderia solicitar ao delegado para que acionasse os dispositivos legais de como o facebook revelaria quem estaria por trás daquele perfil fake. Este passo eu darei à depender dos próximos movimentos da Sara Sofia.





Fez bem eu esperar um pouco antes de dirigir-me à delegacia uma vez que a cada dia, a cada tópico que o QT lançava para discussão Sara Sofia me fornecia mais e mais elementos para robustecer minha denúncia: 


“Denes wenen sim, vai em frente. Tenho sua morada, suas postagens printadas. E sei exatamente quem você e de verdade. Tudo será falado na polícia. Boa sorte"


"tenho sim. Sua ficha caiu. Todas as provas. Serão entregues (...)".


"Denes Wenen te falei. Eu só revelo a polícia. Porque seu endereço não é público. Mas o rasto da sua internet até seu histórico emails. Tudo na minha posse".


"Denes Wenen e outra coisa eu já vi quem você e fora das redes sociais. Fica longe. Você não tem a noção do perigo que eu sou".


"(...) Sabe que você pode encontrar um de nos na rua e ficar sem os dentes".


Este último comentário ela o dirigiu a outro perfil o que fortalece minha hipótese de que seja um adolescente birrento se utilizando do anonimato de um perfil fake para cometer travessuras online. Sinto muito informar mas esta brincadeira vai acabar.


Que se registre que a homérica treta começou dia 19 de julho de 2019 e desde lá muita água tem rolado. Há alguns parágrafos eu disse que Maria Cecília desativou seu perfil fake que não trazia nenhuma foto e cuja única informação era seu local: a cidade de Belo Horizonte. Pois ela voltou, o demônio concedeu Habeas Corpus. E agora vem com fotos e local, seu perfil traz mais elementos de que ela seja ela mesma. Melhorou. Desde o início da novela até o momento de enfim Maria Cecília se apresentar como ela mesma, eu andei investigando, perguntando aos amigos do perfil fake se Maria Cecília existia e a resposta foi positiva. Sim, aquele serumaninho Cheira Peido existe. 


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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Fogo nos racistas!


Mariama,


Como se não bastasse estou em novas tretas, agora não mais no what que eu deletei e sim no facebook e, entre inúmeras, me enredei na polêmica da negra Halle Bailey que será (ou já foi, não acompanhei direito) a pequena sereia Ariel.


A branquitude ficou em polvorosa e uma ruma de merda se passou. Anoto algumas.


Quantas e quantas vezes observamos pessoas negras na vida real sendo interpretadas por brancos. E não falo em ficções de cinema. O maior astro da música de todos os tempos, Michael Jackson, foi uma vez interpretado por um certo cidadão de cútis branca classe média de Londres. E nada mais nada menos que Jesus Cristo que, longe de ser branco de olhos verdes mais parecendo um beduíno de pele morena e queimada castigada pelo sol, foi e continua sendo uma das maiores falsificações da história.


Mas se o problema for ficção, problema resolvido. Aqui está que eu nem sabia e acabei de ler um comentário que informa que "quando era criança e assistia os filmes do SBT com a Cinderela negra, a Branca de neve asiática, os sete anões não sendo anões. Ngm ligava pra nada disso, a gente só queria assistir o filme é se divertir. Pena que nos dias atuais não é mais assim". E outra diz: "a versão de todos os contos de fadas da Disney são versões adaptadas. Na história original da Ariel ela nem fica com o príncipe. Inclusive, no primeiro livro que li de contos originais, ela era loira [e não cabelos vermelhos como a atual]".


Ouvi dizer que o critério de escolha foi a voz da garota, tem que ter uma boa voz pra fazer a sereia.


No entanto, segundo comentário muito astuto, "A Halle Bailey é linda, mas não deveria ser a Pequena Sereia. Nem ela, nem uma atriz ruiva, nem ninguém. A Disney deveria fazer ensopado da Pequena Sereia e esquecer que ela existe. Ela é de longe a princesa mais submissa dos desenhos infantis. Ela abre mão de ter voz, muda seu corpo, abre mão do seu mundo e da sua cultura, tudo para... Conquistar o príncipe. Ela ferra com toda a sua comunidade e tudo é resolvido por dois homens, o príncipe e seu pai. Com ajuda de personagens masculinos, o Sebastião e o siri. A outra personagem feminina do filme é quem? A Úrsula. A vilã. Ah ta, a velha rivalidade feminina na sua representação mais clássica de inveja. Quando eu era criança eu gostava do desenho, tinha até uma pelúcia da gaivota. Mas eu cresci e desenvolvi senso crítico. Por isso defendo que Ariel seja esquecida. Representatividade é importante, é fundamental. Mas acredito que garotas negras mereçam uma personagem que defenda sua cultura. E todas as meninas merecem ser representadas por mulheres mais descoladas, espertas e ativas".


Falava-se da aceitação mundial da Ariel branca, daí a justeza de se manter branca a Ariel. É o argumento se esquivando pessoalmente da culpa fazendo-a recair no mundo, o mundo reconhece, sabe e quer assim. Falou-se em tradição, uma vez Ariel ser uma produção Dinamarquesa de 1837, em originalidade, em exclusividade, em ícone, em tantas e tantas formas para o mesmo mal e uma das formas mais fantásticas encontradas pra se dizer o inominável era que o "inconsciente coletivo" julgava, queria e aceitava a Ariel da cor que ela é, que ela se fez. Essa merece o prêmio óleo de peroba. Palmas, senhores e senhoras.


Foi recorrente o argumento que se punha em letras garrafais: é "MINHA OPINIÃO". É a ideologia da MINHA OPINIÃO transformada numa cruzada racista. A ideologia chamada MINHA OPINIÃO virou bolha de ressentimento (inveja?) de um mundo que caminha independente das nossas vontades pessoais. O que os ideólogos do MEU UMBIGO conseguem, ao tentar parecer que opiniões devam merecer tapete vermelho de boas-vindas, é suscitar mais bolhas individualistas de opiniões contrárias pois ora se tenho a liberdade de emitir opiniões, liberdade terá aquelas opiniões que não gostam da tua, seguindo-se, você vai gritar pela liberdade de não ter opiniões que não gostem da tua e por aí vai o ciclo insano da guerra umbigocentrista.


A ideologia da "MINHA OPINIÃO" virou palanque pra vociferar besteiras. Ora se és a tua opinião, fique pra você ou fale com o espelho pois o espelho sempre concorda com a tua opinião. Por que afinal de contas a opinião que é tua tem que ser lida ou ouvida por outras opiniões? Por um acaso você quer ouvir outras opiniões que não sejam a tua? Não queres que a tua opinião seja comentada por outras opiniões? Você acha que nós somos o espelho da tua opinião que você deseja? A ideologia da MINHA OPINIÃO virou o Santo Graal do racismo mais tosco e sorrateiro.


Diziam que “agora toda opinião contrária vira racismo” no que eu respondi que o racismo costuma vir na embalagem isenta da “opinião contrária”.


Constatava-se que a branquitude tinha fumado bosta de cavalo no lugar de orégano estragado ao dizer: "Querer torna-la negra PARA MIM é um desmerecimento aos negros". Alô galera de Marte.


Eita Mariama que a racistada entrou foi na taca, como diria aquele narrador futebolístico local!


A ficção "Ariel" é um invólucro que pode ser preenchido por qualquer atriz com características, capacidades e habilidades suficientes para o papel. Já o racismo e os racistas não são ficção, é real, prática, sensível, expressa ofensa, dor e ojeriza, você sente na pele (e na alma) o racismo.


Queria deixar anotado mais um ponto. A pessoa diz "Para começar, tem muita gente se metendo e dando opinião que não esta nem aí para os filmes, que nao acompanham, que não convivem com o universo infantil". E a minha resposta foi: eu nunca assisti Ariel, só ouço falar e no entanto falar em Ariel não é se meter em nada. Em três dias de discussões fiquem sabendo mais de Ariel que em trinta e seis anos de vida, porém isto não é se meter em nada porque as produções sociais são isso mesmo: sociais. Sociedade da qual eu faço parte pois tudo que é humano me diz respeito. A você não? Nada que é humano me é estranho. A vida não é uma colcha de retalhos onde as partes nada tenham a ver com as outras, besteirol que envereda na patacoada identitária pós-moderna que vê a vida dividida em subsistemas, nos tais "lugares de fala": negros ali, LGBT aqui, mulheres acolá e neste terreno o homem “que se mete” a apoiar as lutas “alheias” em geral seria o opressor. O identitarismo de esquerda responsavelmente conjuga as lutas parciais na categoria geral de “classe”: ninguém solta a mão de ninguém.


A OPINIÃO É MINHA E NÃO DÔ PRA NINGUÉM GENTALHA GENTALHA