Minha breve avaliação do 1.º turno das eleições de 2018.
Campos Junior
Estamos diante de uma nova configuração na relação imperialista no Brasil. O triunfo da "nova direita" é a consolidação de um "partido republicano" no Brasil. A administração dos interesses imperialistas no Brasil, a partir do final dos anos 1980, ficou a cargo do PSDB como gerente dos negócios. O PSDB e seus meios de comunicação (Globo, Folha, Veja, etc.) representam diretamente o capital financeiro (Wall Street) e demais subsidiários, aglutinados em torno do partido democrata dos EUA. Agora estamos diante de uma ofensiva do partido republicano na América Latina e no Brasil.
Com forte apoio finaceiro, o PSL (e seus satélites da Lava Jato, o PODEMOS, Solidariedade, Patriotas), passam a ser os representantes deste partido republicano tupiniquim ampliado.
Daí, conseguem varrer a direita tradicional com base nos ideias "democratas" e criaram uma contrahegemonia. Agora é o seguinte: a extrema-direita brasileira brasileira alicerçada em torno da igreja protestante (não apenas neopentecostal) e do forte antipetismo, construído pela Globo/Lava Jato, vai representar os setores da indústria e demais monopóliios controlados pelos republicanos.
O pré-sal é ponto fundamental neste interesse, assim como a derrota política da Venezuela. Então, nada melhor que consolidar um projeto ultra-liberal de cunho fascista para nossas terras.
Não vamos cair na falácia de que Bolsonaro venceu por causa do wapp, vai muito além disso.
Saldo final: triunfo da partido da Lava Jato, nova direita fortalecida, esquerda acuada e sem poder de mobilização de massas, fraude eleitoral descarada nos três principais colégios eleitorais.
A esquerda atônita assiste passivamente o triunfo do fascismo no Brasil, enquanto se tenta, de forma incipiente e desarticulada, uma virada via rede social, pelo menos por enquanto.
Ou vamos pra guerra agora ou seremos aniquilados, o abandono da luta de massas classista contra o golpe foi fundamental para esta derrota parcial, que em breve, poderá ser final. A esquerda apostou tudo na eleição deste ano e agora estamos encurralados pela onda fascistóide. Chamemos a conclamar o povo pobre e trabalhador para salvar o país ou não restará mais nada!
Nosso fascismo é ultra-liberal e extremado.
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