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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

golpes


Golpes e a trajetória do PT


Desde 1989, quando Lula concorreu sua primeira eleição presidencial, a esquerda [em verdade, a classe dos trabalhadores] começou a ser golpeada. Nos bastidores, membros do partido desejavam apoio do PMDB, e o partido recebeu o apoio do "histórico" PCdoB, o qual, até meados do governo Sarney, fazia parte do governo.


Essa política centralizadora, gerou um conjunto de dissidências, entre as quais o PSTU e o PCO, além de políticos como Luiza Erundina, que foi para o PSB.


O conjunto de traições perpetradas pela cúpula petista não parou por aí. O partido, que possuía boa interlocução com os movimentos sociais, e os setores populares da Igreja Católica, em 2001 não teve escrúpulos na construção de uma aliança com um partido fisiológico, de extrema direita, representante do conservadorismo, e com um vice presidente representando os interesses do capital.


Ao longo dos anos, as alianças com oligarquias acabaram enfraquecendo, desmoralizando e minando os movimentos sociais, grande diferencial do partido. Políticos de diferentes procedências adentraram, e foi-se perdendo o que ainda havia de esquerda, por tentativas de centralização e de acordos com a direita, o que gerou uma dissidência, a partir da qual foi fundado o PSOL.


No Maranhão, as alianças com os Sarneys fizeram com o que o PT se afastasse de antigos aliados, como JACKSON LAGO, e fosse conivente com o golpe que o derrubou do cargo. PSB e PMDB cresceram muito. Enquanto isso, a esquerda convalescendo por conta de disputas internas dominadas por partidos pelegos (PT, PCdoB, PDT, PCB, Setores do PSOL e Pstu), foi assimilando tudo o que o governo definia.


Em 2014, Dilma já apontava para os caminhos da privatização, mas, com o golpe, anunciado desde 2013 pelo PCO, e divulgado apenas a partir do ano passado pelo conjunto da esquerda, as coisas foram piorando. PERDEMOS DIREITOS TRABALHISTAS e o DIREITO À EDUCAÇÃO, fundamentais, por conta de alianças escondidas entre os grupos pelegos, que fingem no congresso dizer não a tais medidas; pelo controle de uma central sindical, por um partido indiscutivelmente de direita, o Solidariedade; a cláusula de barreira que quer fazer com que hajam apenas 5 partidos, parecido com os Estados Unidos, sempre nas piores coisas. Claro que a culpa é nossa. Perdemos até a coragem de ir para as ruas, fazer passeata, e sem medo, grupos livres do LULISMO e da sua FRENTE POPULAR. FAZEMOS É OCUPAÇÃO DE ESPAÇOS PÚBLICOS, coisa que não afeta a reprodução do capital, nem ameniza a posição dos políticos quanto às coisas bizarras que eles aprovam no Congresso. Vamos pensar.


Há muitos outros fatos que poderia aqui enumerar, mas, por hoje, isso basta.

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