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quarta-feira, 4 de julho de 2018

A trajetória do nosso coletivo: 2013 até hoje

27/06/2018

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A trajetória do nosso coletivo: 2013 até hoje

O texto mostra a trajetória do nosso agrupamento de esquerda desde 2013 até ao que hoje nós chamamos de "Comitê de enlace trotskista".

Evidente que a organização dos revolucionários é de longa data. Relatos do meu camarada aqui no Maranhão aponta sua participação no diálogo para estabelecimento de uma organização trotskista internacional que abrangia oito países. Eu vou registrar só quando cheguei na história, minha aproximação ao PSTU e depois ao PCB não vale, não é história, é pré-história.

Os grandes protestos de 2013, iniciados pela luta do Movimento Passe Livre contra o aumento na tarifa de transporte em 20 centavos, acenderam insatisfações gerais no Brasil, foi o momento em que a direita ganhava as ruas as quais, até então, eram da esquerda. Pois bem. Um evento muito importante surgiu: as chamadas Assembleias Populares, reuniões que aglutinavam setores da esquerda e aqui em São Luís, realizou-se em praças públicas e bairros periféricos, umas seis reuniões da Assembleia, não lembro bem o número exato. Certo. Foi então que militantes e ativistas, a partir de intervenções nessas Assembleias, entre eles alguns trotskistas e independentes, sentiram a necessidade de pensar um trabalho em comum. Pomposamente, fomos o Coletivo "Tudo que é sólido se desmancha no ar". Houve uma ocupação da Câmara Municipal de São Luís no qual participamos.

As assembleias dispersaram-se e nós também. Era crescente o movimento golpista, a maior manifestação deles ocorreu em 2015 organizado pelo MBL, o movimento "Vem Pra Rua", o "Revoltados Online" entre outras bazófias.

Meses antes do golpe, um valoroso camarada trotskista aqui no Maranhão vendia jornais da já falecida FCT - Frente Comunista dos Trabalhadores, que se constituíra como um trabalho conjunto de organizações anti-golpistas e anti-imperialistas. Tínhamos jornal, programa e também militantes inseridos diretamente nas lutas, tal empreitada sinalizava um rico processo para a consolidação de algo mais ousado. Já não éramos célula. Só tomei conhecimento da Frente quando ela entrara em colapso, quando após o rescaldo, FCT diminuiu para FR - Frente Resistência. Estamos em 2016. Um trotskista ex-PCB, saído da FCT, explica que os dirigentes da FCT tinham a mania de "chefetas", controladores excessivos. Ficaram na FCT apenas os camaradas da LC - Liga Comunista e seus partidários na Inglaterra e Argentina.

Participei mais ativamente da FR - Frente Resistência, estávamos no Rio e São Paulo e eu aqui no Maranhão. Nos comunicávamos através do facebook. Panfletei pela FR no protesto anti-golpe na praça João Lisboa. Me desentendi por coisas infantis e saí, portanto, não entendi bem que fim teve a FR.

Retomamos aqui pelo Maranhão nosso coletivo, não exatamente com os mesmos camaradas, e já com o golpe praticamente consumado. Assistimos a defesa da presidente Dilma no senado enquanto comentávamos pelo grupo virtual. Tentamos uma aproximação com o PCO no que foi sabotada. Foi então que um camarada trotskista na Paraíba nos ligou com a LPS - Luta Popular e Sindical (depois, Luta Pelo Socialismo) do então dirigente Alejandro Acosta. Realizamos reuniões, escrevemos atas de reunião, disputamos a direção do Sintema - Sindicato dos técnicos das instituições de ensino superior tentando expulsar o PCdoB que, por décadas, é um dique de contenção de lutas. Por minha opinião, eleições NÃO é só para expandir programa e ganhar militantes, e na particularidade deste sindicato, é perfeitamente possível ganhar sua direção e, sendo assim, deveríamos nos unir com o PSTU. Nós queríamos, o PSTU não.

Após o golpe foram retomadas as Assembleias Populares. Em um dado momento, contra a fala do nosso camarada que simploriamente pontuou o socialismo, certo militante lhe contrapôs de maneira tão reacionária que tal fato só pode ser comparado ao quilate de sua organização, o MAIS, racha do PSTU. 

De novo com as coisas infantis, não fiquei para ver o Alejandro estranhamente expulsar o camarada Campos da LPS. Depois descobrimos ser Alejandro Acosta um potencial infiltrado o qual o PCO e a LPS duramente criticaram.

Retomamos as atividades do nosso coletivo após a greve (locaute) dos caminhoneiros e graças o camarada do México, começamos a estreitar laços com a LQB - Liga Pela Quarta Internacional e o grupo da cidade de Volta Redonda. Por outro lado, conversamos com o MRT - Movimento Revolucionário dos Trabalhadores. 

E aqui estamos na luta ...

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