Páginas

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

As vicissitudes do caso Diana Assunção

As vicissitudes do caso Diana Assunção nas redes sociais


Eu, Denes, participei diretamente de uma polêmica nacional, nascida em janeiro de 2017 na rede facebook, movida pela publicação de um singelo vídeo da camarada Diana Assunção, militante do MRT Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (ex-LERQI), editora do site Esquerda Diário. Ela emplacava uma crítica ao prefeito João Dória pela decisão de retirar os grafites. Poderia ser apenas mais uma publicação, só que apareceu uma enxurrada de idiotas bípedes escrevendo o que primeiro vinha às suas cabeças. Para Humberto Eco, “o drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade. Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel". Para Eco, antes das redes sociais, os idiotas da aldeia tinham direito à palavra em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade”. 


Nunca gostei da postura de certa esquerda em bloquear os detratores, perfis criminosos apologistas de estupro e assassinato. Como vou produzir provas, denúncias e exigências, como criar um fato político bloqueando o inimigo? É preciso deixá-los forjar as provas de seus próprios crimes


Façam o papel de polícia e inquiram um psicopata. Qual a sensação de vocês? É assim que me senti ao conversar com um perfil denominado 'Abelardo Barbosa', um dos abusadores presentes na página da camarada: [https://www.facebook.com/abelardo.barbosa.75]. O desfecho foi me ter bloqueado. Na página da Diana, ele apagou o vil comentário que, por sorte, eu já tinha tirado cópias. Conversando privadamente, pude coletar algumas confissões. Perguntei se houvera sido denunciado alguma vez? No que ele responde: “Ishiii, perdi a conta, me disseram na delegacia: amigo, faz a cena costumeira e nós tb depois vá para casa”. Ficou impune? “Lógico, pq isso que rola aqui só é crime na mente da ralé esquerdopata. Só passagens para dizer alô para o delegado, como falei acima. É sério, já fui várias vezes na delegacia responder por denuncias do facebook, o delegado já está acostumado comigo. Bom, deixa eu mandar uma real, os delegados, qualquer um estão cagando e andando para denuncias do facebook, e só vez ou outra chamam um denunciado devido a pressão que tenha sobre ele [grifo meu], mas já sabe de antemão que irá bater um papinho e mandá-lo embora com saudações e desejos de felicidade. Eles tem mais o que fazer, ja viu a criminalidade tomando conta e sendo protegida pelos direitos humanso?” Evidencia-se que só a pressão e a luta organizada podem levar à punição dos agressores. Continuamos. Eu pedi para que não me bloqueasse. Eu disse: “Digo isso porque SEIS já me bloquearam neste caso da Diana Assunção”. Ele entendeu “caso” como se fosse investigação de polícia. Sobre “caso” quis dizer problema, situação, polêmica. Daí ele bloqueou.






Os detratores sabem do seu déficit moral, por isso vários deles me bloquearam ou apagaram suas contas. Somem. É o destino de todo o idiota. O ser imbecil é cheio de receios, de tendências ao arrependimento. Não se garantem. São machos até determinado ponto. Se confrontados, eles se escondem e apagam as pistas.
  



Alguns sobreviventes amainam o discurso.








Perfis-fake e páginas-fake são criados do dia pra noite: não possuem foto, comentários ou qualquer curtida. Páginas ligadas, muito provavelmente ao sujeitinho aí (Adriel Ambrozio) e supostamente à atriz Beatriz Gaspar.





Como não consegui enviar os áudios de um dos idiotas chamado “Claudio Marcos”, asseguro que o bípede, dias depois do incidente, colocou sua discordância de maneira muito respeitosa. Confessa que não possui estudos, o que não o torna menos capaz que os diplomados. Confessa que é usuário e é contra a descriminalização das drogas. É o senso mais comum de nosso proletariado. Os bípedes acima citados até me fazem lembrar Zizek: “Por fim – mas não menos importante –, para garantir que as pessoas tratassem umas às outras de forma educada e gentil, instituiria uma regra obrigando que, antes de cada conversa, haja um período ritualizado de insultos vulgares. Por que? Mas isso não seria contrário ao senso comum, que nos diz que só podemos apelar ao xingamento descarado quando, no meio de uma conversa educada, ficamos realmente de saco cheio e incapazes de conter nossa frustração? Mas aqui o senso comum está errado (como costuma ser o caso). Tenho um ritual com alguns de meus bons amigos: quando nos encontramos, iniciamos durante os primeiros cinco minutos uma rotinizada sessão de xingamentos grosseiros e sem pudor, ofendendo uns aos outros. Aí, depois de nos cansarmos, reconhecemos com uma breve troca de olhares que esse enfadonho, mas inevitável ritual introdutório chegou ao fim e, com o grande alívio de ter cumprido com o dever, relaxamos e começamos a conversar de forma normal e educada, como as pessoas gentis e atenciosas que realmente somos. Impor tal ritual em todas as pessoas garantiria a paz e o respeito mútuo”.




Nenhum comentário:

Postar um comentário