Organizar um sindicato pela base para enfrentar os patrões e governos e ampliar a luta por mais direitos!
Foi com esse objetivo que dezenas de trabalhadores do serviço público municipal de Frutal se reuniram para assinar um baixo assinado nos últimos mês Fevereiro e Março na cidade de Frutal e após ampla discussão e balanço sobre a situação da categoria e da inércia total do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Frutal-MG de Dados de Minas Gerais em organizar a luta e também garantir que esses trabalhadores estivessem representados pelo STSPMF, é que decidiram pela construção de outros dois Sindicatos.
Importante contar a história como de fato ela é: Há muito tempo companheiros de Frutal que estavam associados a STSPMF lutavam para que o Sindicato retomasse o caminho da organização e da luta a partir da base, para isso percorreram vários setores da Prefeitura, conversando com a Categoria e tentando trazer o Sindicato de volta para os trabalhadores. Nunca foi feito nestes 20 anos uma convenção coletiva e começamos a organizar os trabalhadores e sindicalizá-los ao STSPMF.
Os nossos servidores contra essa posição absurda, pois entenderam que a preocupação dos que controlam a máquina da entidade era de não ampliar o número de sindicalizados e principalmente dificultar a presença dos trabalhadores na vida do Sindicato.
Os companheiros continuaram a batalha para retomar a luta do Sindicato junto à base, organizaram mobilizações como, por exemplo, formação sindical e propostas para como administrar os recursos do associado com mais direitos, benefícios e convênios participação.
Ou seja, não organizavam a luta, não estavam no cotidiano da categoria e para manter a paralisia do Sindicato a qualquer custo chegaram a atacar os interesses dos trabalhadores.
“Sempre insistimos que era preciso o quanto antes fazer as devidas alterações estatutárias para garantir que o STSPMF representasse de fato o conjunto dos trabalhadores na área de serviço público municipal de Frutal, a resposta daqueles que dirigiam burocraticamente o Sindicato foi mais uma vez a inércia, pois não querem os trabalhadores definindo os rumos da entidade. Mais um exemplo disso está na base que o Sindicato deveria representar, são aproximadamente 50 associados num universo de 1.850 trabalhadores.”
Não há trabalho de base, matéria em jornais são somente quando e como querem o edital escondido e sem divulgação em outros meios só para categoria não participar e ficarem em 4 nomes para presidente. Enfim um Sindicato que nasceu da luta dos trabalhadores, hoje transformou-se numa entidade burocratizada, distante da base e se recusando a organizar a luta do conjunto da categoria.
A partir de tudo isso companheiros que faziam parte da direção sem saber do nome no Conselho, principalmente nomes de servidores inseridos na lista dos descontos sem autorização do trabalhador, conversamos juntos com trabalhadores da base decidiram pela construção de um Sindicato que de fato organizasse o conjunto da categoria.
NOSSO COMPROMISSO É RETOMAR A MOBILIZAÇÃO NA CATEGORIA E CONTINUAR SENDO PARTE DA LUTA GERAL DA CLASSE TRABALHADORA.
Os que continuam na direção do STSPMF nos acusado de divisionismo, nos comparam à desconhecedores do Estatuto e dizem que nossas práticas não é aceita. Desespero puro daqueles que estão somente preocupados em garantir estrutura através do imposto sindical e Clube particular que há muito tempo não estão preocupados em organizar os trabalhadores.
Nós não estamos dividindo o STSPMF. Estamos construindo um Sindicato que irá organizar e representar um amplo setor de trabalhadores que foram abandonados pela diretoria. E continuaremos a ter solidariedade ativa junto aos trabalhadores no setor de serviço público que representados legalmente pelo STSPMF continuam a mercê das conquistas e correções de reajustes dos patrões por conta da paralisia do Sindicato.
A Divisão é praticada por aqueles que para se manter a qualquer custo nos Sindicatos, abandonam o trabalho na base e controlam a entidade com a contribuição imposta pelo Estado para garantir seus interesses.
Nós que estamos na construção da Chapa de mudança, não estamos retirando nenhuma representação Sindical porque também não existe, ao contrário estamos lutando para garantir que milhares de trabalhadores possam ter sua organização sindical e mais do que serem representados legalmente, o que hoje não existe, possam de fato ter um instrumento de luta e organização da categoria que seja parte da luta geral da classe trabalhadora.
Com total independência em relação aos patrões, governos e partidos, junto com os trabalhadores, vamos retomar as mobilizações na categoria e seguiremos juntos aos que lutam a exemplo do Fórum dos Trabalhadores, Fórum dos Movimentos Sociais e junto a Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora. Seguiremos em unidade nas mobilizações junto com todas as organizações sindicais e populares que não se renderam a parceria com os patrões e governos e têm compromisso com a luta da classe trabalhadora.
CLP - Coletivo Libertação Proletária
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